Agente de IA virou pauta de diretoria, e com razão: pela primeira vez dá para automatizar trabalho que exige interpretação, não só regra fixa. Mas a maioria dos projetos começa errado — querendo automatizar tudo de uma vez.
Escolha uma dor com número
O primeiro agente precisa atacar um processo onde você já sabe medir o antes e o depois: tempo de primeira resposta, taxa de no-show, horas gastas montando relatório. Sem baseline, você nunca vai conseguir provar o retorno.
Se você não consegue dizer o número atual, não comece por esse processo.
Comece onde o erro é barato
Agendamento, triagem e resposta a dúvidas internas são ótimos primeiros casos: alto volume, regra clara e erro de baixo impacto. Cobrança e negociação exigem mais maturidade — o custo de uma resposta errada é bem maior.
Handoff humano desde o dia 1
Agente bom sabe a hora de passar a bola. Defina desde o início em que situação ele transfere para uma pessoa, e monitore essas transferências: elas são o melhor mapa do que treinar em seguida.
Feito assim, o segundo agente já nasce mais barato — reaproveitando integração, base de conhecimento e monitoramento que o primeiro deixou montados.